Ontem, sentei-me à mesa com o passado,
Num diálogo há muito adiado.
Uma conversa franca, sem rodeios,
Deixando para trás velhos anseios.
Foi um encontro denso, profundo, exato
Revirando cada antigo ato
Palavras presas, agora libertas,
Curando antigas feridas abertas.
E nessa troca, a alma se lavou,
Um peso imenso de mim se soltou.
Como a chuva que limpa a poeira da rua,
Minha essência, enfim, se tornou nua.
Dessa conversa, uma chama se acendeu,
Uma esperança que em meu peito cresceu.
A chama da vida, que teima em brilhar,
Mostrando que é tempo de recomeçar.
Agora, sigo em frente, mais leve e sereno,
Com o futuro como um vasto terreno.
O passado foi ouvido, e agora descansa,
E em meu coração, a esperança avança.