A razão diz para esquecer,
Só assim o novo pode florescer.
O coração insiste em recordar
O quanto era bom o amar.
A juventude vê as coisas de diferentes formas,
Sensações vividas em intensidades disformes.
Mas o passado me visitou, não para trazer o que foi meu,
Mas veio com um termo novo para o que se perdeu.
Falou em "aliança", em "permissão",
Como quem faz uma revisão,
Buscando em mim a raiz do seu nó,
Enquanto eu me sentia, de novo, só.
Queria enterrar o que ainda pulsa,
Fazer da história pausa ou expulsão.
Buscou a chave do arquivo fechado:
A certeza de que não há futuro no passado.
Mas o coração, ansioso por redenção,
Parecia necessitar de uma confirmação...
Apenas o eco, no silêncio do chão,
De que nada disso foi em vão.
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